Pular para o conteúdo principal

Os Sinos de Nagasaki - Os Católicos Mortos - Grande Almanaque Mauj

Nagasaki tem algo muito em comum com qualquer cidade interiorana brasileira: os sinos das igrejas badalam, para convidar todos à missa. É um grande reduto católico no Japão.

Na manhã de 9 de Agosto de 1945 os sinos de Nagasaki se calaram.

Uma bomba atômica, despejada pelos americanos, explodia bem em cima do bairro católico da cidade.
A belíssima Catedral de Urakami, destruída, silenciou seus sinos por tristes anos.



Os sinos, mudos.
Dez mil católicos, mudos, pela morte instantânea.
Nagasaki ao pó retornava, morta ao fim da segunda guerra mundial.


Takashi Nagai, médico católico que sobreviveu à bomba atômica, registrou as memórias do ataque nuclear no livro “Nagasaki no Kane” (Os sinos de Nagasaki), em 1949.

O autor finaliza seu livro com a mensagem: “Os sinos não soaram por meses após o desastre. Tomara que nunca mais deixem de badalar! Tomara que transmitam sua mensagem de paz até a manhã do último dia mundo”.


O livro, registro de toda a triste memória do acontecimento, foi transformado em música, filme, peça de teatro.


É preciso manter viva a memória dos que viveram este triste episódio da história mundial.
Renovar os pedido de paz, para que os sinos jamais se calem novamente.


"Nagasaki no Kane" , interpretação de Yuki Saori e Yasuda Sachiko.

Comentários

Danian Dare disse…
Muito triste toda essa história, pena que a humanidade não aprende.

Postagens mais visitadas deste blog

A Imensa Falha Tectônica Japonesa - Grande Almanaque Mauj

A Grande Falha Tectônica Central (Chuo Kouzou-sen, 中央構造線) é o sistema mais longo de falhas tectônicas em território japonês.


Segue de Ibaraki (Kanto) a Kyushu, atravessando várias províncias (Aichi, Shizuoka, Nagano, Gunma, Osaka, Nara, Wakayama, Kumamoto, etc).

É praticamente um racho, uma "tampa partida" ao meio do Japão, afetando as principais e mais habitadas regiões do país.

Para piorar, ainda se une a várias outras falhas subjacentes, ramificadas por boa parte do arquipélago.

Faça mentalmente a imagem de um vidro trincado, analogia da imensa quantidade de falhas presentes em território nipônico.



Geologicamente o terreno/território japonês ainda é "jovem" e está em formação.

O Japão, sendo feito e montadinho por cima de várias e várias placas tectônicas a se mover, tem seu relevo local constantemente alterado em diversos graus de deslocamento.

O solo se move, surgem novas elevações, somem outras, vulcões despertam... e até mesmo novas ilhas são geradas!

E a ge…

Breve História do Odio Coreano Pelo Japão - Grande Almanaque Mauj

O Japão sempre teve uma relação tensa com as Coréias. Mesmo hoje em dia.
 A do Sul se destaca pela força econômica e cultural. Rouba o protagonismo do Japão na Ásia.
 O mundo é muito mais Samsung que Sony,  mais K-Pop que J-Pop.
Nas tvs de vários países 
donas de casa choram e sonham,  vendo novelas sul coreanas. Já dançamos Gangnam Style um dia.
A do norte precisa manter arraigado  o ódio ao Japão,
 para manter seu regime ditatorial e a ideologia Juche.
 Destruir o Japão é um dos sonhos norte-coreanos,
vingança dos tempos de dominação nipônica.
Pois é, 
o ódio ao Japão é ainda uma das poucas coisas,  além da língua, que unem ambas as Coréias (já te explico).
Estas fotos fiz na cidade de Komaki, 
província de Aichi. Dezembro de 2014.
No auditório do KIA - Komaki International Association. Coreanas apresentavam a belíssima dança Taepyeongmu
típica de seu país.
Um alegre e ritmado balé milenar, que celebra a paz. Encanta com movimentos fortes, mas delicados.
De onde vem esse ódio ao Japão? De tempos antigos.
D…

Geléia de Babosa - Sabores do Japão - Grande Almanaque Mauj

Uma geléia japonesa, em um belo tom âmbar.

Geléia de... babosa! Aloe Jam, da Kanpy. Comprei no Daiso (loja japonesa de R$1,99) . 100 ienes, uns 3 reais o potinho de 150 gramas.
 Não é cosmético,  feito para passar no corpo e cabelos. É doce, feito com a polpa de aloe vera,  acrescido de uva moscatel.
Gostosa essa geleinha!
A uva moscatel contém uma textura parecida 
com a parte interna da babosa. Ao serem mixadas, ambas se confundem  e a uva mascara o gosto amargo da babosa. Portanto aproveitam-se as qualidades da babosa,  sem ferir o paladar.




A babosa, também conhecida como aloe vera, é riquíssima em nutrientes.
Saponinas, minerais, cálcio, lignina, potássio, magnésio, zinco, cromo, cobre, ferro, etc.
Contém ainda vitaminas B e E.
Auxilia nos problemas do aparelho digestivo e fortalece o sistema imunológico.
Equilibra a glicose no sangue.

Estudos indicam o consumo de sua polpa como tratamento auxiliar em casos de câncer.

O Bordel Mal-Assombrado da Doutora Watanabe - Grande Almanaque Mauj

 Hoje vamos visitar uma velha e grande casa abandonada, carregada de estranhas histórias...
 Casa da Dra. Hana Watanabe. Destacou-se em seu trabalho na Cruz Vermelha Japonesa. É o que diz a plaquinha branca.

A placa amarela... Yasukuni Eirei no Ie.  Homenagem a um "herói" do Exército Imperial Japonês, 
morto em combate na Segunda Guerra Mundial. O único filho da doutora Watanabe, 
enterrado com honras, no polêmico Templo Yasukuni  (dedicado aos "heróis" de guerra japoneses), em Tokyo.

Tem mais uma plaquinha, no canto direito. Eita!  É um aviso que o local é... 
proibido para menores de dezoito anos!
Ih, gente.  A casa dos heróis de guerra virou... um puteiro? Depois da morte da médica, a casa foi alugada pelos parentes. Virou comércio (de gente).

Snack Bar Bian. Japonesas, filipinas e chinesas divertiram os homens da região por muitos anos.
Anexado ao rendez vous, um restaurante de Lámen, o Mikawaya. (eu te expliquei o que é lamen, clique aqui no link) Para os clientes comerem algo
antes…

Escorregando no Dinossauro de Pinto Grande - Hamamatsu Flower Park - Grande Almanaque Mauj

E lá fomos nós ver o dinossaurão.
Bonitão o dinofauro, né? Estamos no Hamamatsu Flower Park,  o famoso parque das flores de Hamamatsu.
Cidade de Hamamatsu,  província de Shizuoka.
Olhe só!  O simpático e extinto animal 
é um escorregador!
Você escorrega pelo... pinto do bicho? Ai...
 O escorregador é de roletes,  você desce rapidão.
Rola pelos rolinhos.
Daí a gente entende porque o povo da região sempre fala  "Vamos lá escorregar no pingulim grande do dinossauro"
 Bobajada a parte, é um brinquedo divertido para crianças e adultos.
 Mas que parece que é o pinto do  dinossauro, parece sim.
Quem mora no Japão já está acostumado com esse tipo de coisa. Tem horas que japonês faz umas coisas bem sem-noção mesmo.