7.31.2017

No Brasil Tem Cobra na Rua? Bem, no Japão... - Mamushi - Grande Almanaque Mauj

O Brasil é famoso no exterior por suas sucuris e anacondas.
Todo estrangeiro pensa que o Brasil é uma enorme e densa selva, cheia de bichos estranhos; que todo mundo anda pelado e passeia de cipó.

Então a imaginação dos japoneses vai longe e costumam perguntar "No Brasil tem muita cobra nas ruas?".

Não se ofenda com a pergunta.
É que no Japão tem.


Um dia quente de verão.
Estávamos passeando em Arimatsu, um bairro tradicional e muito antigo da cidade de Nagoya.


Se refrescando nas límpidas águas de um córrego e pegando um bronze, estava lá uma linda cobra mamushi.
Era grande. Parece pequena porque estávamos longe dela, claro!


Cobra venenosa, espécie originária do Japão, é encontrada por todo o arquipélago.
Ataca apenas se for tocada ou pisada, é uma cobra "tímida" e não costuma ser agressiva.
Come roedores e sapinhos.

Média de 2500 pessoas/ano são vítimas de um ataque de mamushi.
12 delas morrem.


Uma picada desta cobra, além de muito dolorosa, pode te deixar uns 10 dias no hospital em tratamento.
O veneno é poderoso. Ao se espalhar na corrente sanguínea causa paralisia progressiva, falência renal, destruição das hemácias. A região da mordedura costuma "apodrecer" e cair do corpo.

Há outros tipos de cobras, que de vez em quando costumam aterrorizar as pessoas pelas cidades japonesas.Te mostro em um outro post, tá?

7.29.2017

A Linguiça da Saudade - Para Solitários - Grande Almanaque Mauj


Só no Japão para ter uma linguiça com o nome de Saudade. 
Imagina o que as nossas mentes poluídas não bolaram.
À venda no comércio local brasileiro e nipônico.
Fabricada em território japonês pela Latin Yamato.

 Esta linguiça, em seus dez anos de existência,
 se tornou um presentinho comum
e bem sacana.


A gente compra um pacote, anexa um bilhetinho -
"Para você que tem saudades de uma linguiça" e frases afins,
embala com o espírito da zoeira
e presenteia um amigo.

 A gente pode mudar de país e ir para o outro lado do mundo.
Mas quem disse que abandonamos nosso lado HUE HUE BR?
(foto clássica do orkut).


7.28.2017

Máquinas de Sexo Japonesas - SOM - Grande Almanaque Mauj

Por questões culturais, sociais, laborais e mentais, os japoneses apresentam uma sexualidade bem complicada e peculiar.

Trabalha-se muito, o povo se relaciona com uma formalidade excessiva; homens e mulheres tem dificuldade na aproximação.

Os nipônicos são metódicos e sistemáticos, praticamente  não conseguem fazer nada que não esteja escrito, passo-a-passo, em um manual. A questão do relacionamento afetivo e sexual na sociedade japonesa acaba sendo algo tão complexo que muitos preferem se abstrair do assunto.

A frustração gera um escapismo, que se veste de um mundo imaginário e fantástico, sem um paralelo real.

Para compensar o malogro sexual, o Japão apela para sua tecnologia e poder econômico.
Paga-se pelo sexo e afetividade com profissionais da área... e criam-se as mais loucas máquinas masturbatórias!

Lá no Don Quijote (Donki), loja de desconto que vende de tudo, 
encontrei pra você este masturbador eletrônico "mão amiga".
Cheio de sensores, que controla o ritmo do movimento e pressão,
 para levar o usuário ao orgasmo perfeito com sabor de sexo real.
30 mil ienes, uns 850 reais.

Como funciona o empinador de pipa.
Ou batedor de bolo.


Um outro modelo, parece meio desconfortável, né?
Experimente e me conte como é.
O buraquinho esquenta na mesma temperatura da vagina. 

Modelo portátil, para viagem.
Parece um cachorrinho de brinquedo, é até bonitinho.

Explicação da falsa casa do caraio.
Não vai machucar o seu pipi.


Todos os produtos acima são da 
SOM - Tecnologia japonesa para seu prazer.


7.26.2017

Trem Pokémon Meitetsu - Estação Kanayama - Grande Almanaque Mauj

Considero Aichi uma província "útil":
de muitos empregos, tem de tudo para brasileiros, 
está bem no centro do Japão.
Porém sem nada de especial:
cidades operárias, natureza comum e monótona,
uma japonesada cansada, apagada e sisuda;
praticamente sem destaques arquitetônicos.

Sistema de trens, Meitetsu. 
Igualmente útil, 
mas é uma empresa chocha 
e sem brilho, nem charme.
Tal qual "Aichiken".
Velhos trens vermelhos, antigos. 
Quase feios.

 Certo dia, na estação de Kanayama (cidade de Nagoya)
me deparei com os vagões das locomotivas 
todos decorados de Pokémon.

Era para promover um dos filmes da série.

Trouxe uma cor, uma alegria para os cansados vermelhinhos
que cortam a província de Aichi.

 Certamente tornou a viagem mais leve e agradável.
Quem não gosta de uma novidade?
Ah sim, no Japão homens usam bolsas
e das grandes!

7.25.2017

Espadrilhas Mexicanas Artesanais - Grande Almanaque Mauj

As espadrilhas, espadrilles, alpargatas ou espardênias (chame como quiser, até mesmo de sapatilhas)  eram usadas pelos espanhóis desde o século XIV, em suas atividades cotidianas.


Não nego minha raiz ibérica e sempre faço uso das minhas alpargatas no verão.


Espadrilhas artesanais, feitas no México, por indígenas maias de Yucatán.

Espartos (uma planta similar à palha) trançados, com tecido estampado de huipil (vestimenta própria dos indígenas do sul do México, em algodão). Muito confortáveis.



Uma alternativa gostosa, leve, para os tradicionais sapatos e tênis de sempre. Ou até mesmo os crocs e chinelões tipo rider nada elegantes que muitos adoram e usam.

Preço? Cinco mil ienes, uns cento e sessenta reais.

7.24.2017

Escorregando no Dinossauro de Pinto Grande - Hamamatsu Flower Park - Grande Almanaque Mauj

E lá fomos nós ver o dinossaurão.

Bonitão o dinofauro, né?
Estamos no Hamamatsu Flower Park, 
o famoso parque das flores de Hamamatsu.

Cidade de Hamamatsu, 
província de Shizuoka.

Olhe só! 
O simpático e extinto animal 
é um escorregador!

Você escorrega pelo... pinto do bicho?
Ai...

 O escorregador é de roletes, 
você desce rapidão.
Rola pelos rolinhos.

Daí a gente entende porque o povo da região sempre fala 
"Vamos lá escorregar no pingulim grande do dinossauro"

 Bobajada a parte, é um brinquedo divertido
para crianças e adultos.

 Mas que parece que é o pinto do 
dinossauro, parece sim.

Quem mora no Japão já está acostumado com esse tipo de coisa.
Tem horas que japonês faz umas coisas bem sem-noção mesmo.

Como disse meu amigo Te
"Ele tá rindo com o pinto duro, é perigoso".
Percebeu que dá para entrar por trás?

O taradão visto da roda gigante.
Quer comer todo mundo!
Eita risadinha cínica.
Grandão, né?

7.21.2017

Enguias Assadas do Sukiya - Comida de Verão - Grande Almanaque Mauj

Verão japonês, conforme te contei no post anterior, é muito calor e suadeira.

A estação pede alimentos ricos em sais minerais, para manter o equilíbro do corpo (homeostase). 
A enguia - rica em potássio e sódio, se torna um dos pratos preferidos dos japoneses nesta época.
Ajuda a evitar o natsubate, aquela moleza típica do verão.

Experimentamos o "Unadon", do Sukiya.  
Gohan, kabayaki, tsukemono, missoshiru.
  • Unadon - Donburi (arroz na tigela) com carne de enguia.
  • Gohan - arroz japonês.
  • Unagi - pronuncia-se unágui. Enguias de água doce.
  • Kabayaki - enguias assadas e filetadas, em um molho de shoyu e mel.
  • Tsukemono - conservas
  • Missoshiru - sopa à base de missô (pasta de soja).
Uma boa enguia é aquela de carne macia, gordinha, cheia de sabor; que derrete ao ser colocada na boca. 
As melhores são do Lago Hamana (na cidade de Hamamatsu, província de Shizuoka) e de Isshiki (cidade de Nishio, província de Aichi).

Há de se levar em conta que o Sukiya é um fast-food estilo japonês.Popular e barato, certamente apelam para a enguia chinesa (de menor qualidade, porém muito mais barata que a carne japonesa).

Preço do Toku-una (com bastante carne de enguia) - 1190 ienes - 35 reais, em média.

7.20.2017

Um Dia de Verão no Japão - Grande Almanaque Mauj

Verão no Japão não é brincadeira.
Temperaturas que vão dos 35 aos 40ºC,
em dias muito úmidos.

 Mas... dá para ser feliz com esse calor todo?


 Em vez de sorvete, muitos japas preferem um pepino 
bem gelado e passado no sal grosso.
Refresca sem engordar. 
Por isso os japoneses são geralmente magros.

 A criançadinha só quer saber de brincar com água.
A cara que o menino fez porque a mãe disse 
"Não vai se molhar todo".

Japonesas e seus guarda-chuvas e sombrinhas.
Simplesmente não se desgrudam.
Elas tem pavor absoluto de queimar a pele. 
Acham horrível a pele queimada, bronzeada.


 Carrinho de tapioca e sorvete de Taiwan,
tão presentes em toda feirinha de verão.
Asiático gosta de uma decoração brega, vou te falar!

 Para ver japoneses andando por aí sem camiseta 
é sinal que o calor está forte demais mesmo!

 Amo as feirinhas de verão, 
que se espalham pelas cidades no fim de semana.

 Cerveja gelada é um santo remédio 
nestes dias bafentos.

 Toalhinhas no pescoço.
Todo mundo aqui usa, 
para dar um jeito no suor.

Os japinhas ficam pretinhos nessa época.
E viva o verão.

7.19.2017

A Pequena Provença no Coração de Nagoya - Y Asai Petite Provence - Grande Almanaque Mauj

 Eu gosto muito da França. 
Da língua (falo e escrevo em nível médio), 
cultura, música, artes, livros.

Quando eu morava em Nagoya, 
um dos meus cantinhos mais amados 
era a doce loja do chef Asai.

 Petite Provence Y Asai.
Um pouco da região da Provença no Japão.


 
Yasufumi Asai, um chef japonês, morou na França bons anos...
e de lá trouxe sua culinária refinada, 
a cultura elegante e charmosa.

  Loja, com restaurante no andar superior. 
No Edifício Narita (em Higashisakura, bem no centro da cidade).
A França bem no coração de Aichi.

 E lá a gente abria o coração para um mundo de delicadeza e sabor, 
tão francês e encantador.


Marmita, marmite.
Levando a Provença para casa, rs.
E para beliscar no serviço, rs.


 A brincadeira era comprar estes doces,
fechar os olhos...e se imaginar em Marselha,
naqueles imensos campos roxos de lavanda em flor.

 O atendimento, sempre tão de primeira. 
Em japonais ou français, bien sûr.



Chef Yasufumi Asai.