6.30.2017

Breve Visita à Casa do Artista Morto - Grande Almanaque Mauj

A existência acaba, sobram histórias e alguns pertences, 
que fizeram parte de uma vida.
Uma casa e galpão abandonados.

O dono da casa faleceu, 
tudo ficou como ele deixou.
Até mesmo seus carros, estão ali, mortos também.
Ermo.
Não tinha filhos, nem descendentes?

Vem comigo, vamos entrar na casa morta.
São tantas pelo Japão... 

O galpão anexado.
Desde 1994 o local está congelado no tempo.
Como sei? Pela data no calendário.
Ratos e aranhas eram o respiro de vida no lugar. 
Impossível respirar, pó e mofo.


Galpão de trabalho do morto. 
Ele era artesão, produzia artigos religiosos.
Passados mais de vinte anos, tudo segue no local e organizado.
Não toquei em nada, preferi respeitar a essência do ambiente. 


A parte principal da casa está inacessível.
Um monte de tranqueiras de escritório barram a entrada.

Que descanse em paz.
E fica o recado de que apenas nossa alma é que conta, 
o resto é tudo ilusão.

Um comentário:

Michel disse...

Se fosse no Brasil, nao teria sobrado nada e teria gente morando na casa...