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Nada a Invejar - Vidas Comuns na Coréia do Norte - Barbara Demick - Grande Almanaque Mauj



Nada a Invejar - famosa canção infantil norte-coreana, que enaltece como é bom viver "no melhor do mundo".

Título do livro de Barbara Demick, jornalista correspondente do Los Angeles Times em Seul, capital da Coréia do Sul.


Barbara Demick



A autora compilou, durante sete anos e muitas visitas à Coréia do Norte, tristes e sofridas histórias do cotidiano norte-coreano.

Como são as pequenas felicidades naquelas terras proibidas? Elas existem?

Todos querem ou sonham fugir do país dito comunista?

Após a fuga, é fácil a adaptação no novo mundo "livre e feliz", da capitalista, estressante e mega competitiva Coréia do Sul?

Mesmo eu, que sou um leitor compulsivo e que só sossego quando o livro acaba, precisei de bons respiros para ler cada relato. Gente que buscou seu alimento entre fezes de animais, cascas de árvore, praticou canibalismo para não morrer de fome.
Pessoas que viram seus amados irem à inanição por falta de alimento e nada puderam fazer. Tanta repressão, lavagem cerebral, desesperança.

É triste saber que ainda se permite tanto padecer e miséria em nome de uma ideologia falida e fracassada (Juche). Uma vergonha para a época que vivemos.

Há sim uns poucos momentos de felicidade e ternura, sonhos de amor e de uma vida diferente.

Para quem quer saber mais como é a vida neste país obscuro e fechado, recomendo a leitura.

É importante que se divulgue como é a vida dos norte-coreanos. Quem sabe assim alguém faz alguma coisa para mudar a situação vigente e diminuir o sofrimento de todo um povo.

Comentários

Anônimo disse…
amo suas dicas de leitura
Ale, no começo desse ano assisti um documentário francês - vou ver se acho o nome - que foi feito involuntariamente. São 4 turistas, um guia de turismo e que também é editor de uma revista e um cinegrafista franceses que foram convidados pelo governo norte-coreano para alavancar o turismo. Resumidamente eles não podem visitar nada que queiram, são levados constantemente para visitar bases militares e são obrigados todos os dias a mostrarem as fotos e os vídeos, logo eles descobrem uma maneira de driblar a vigilância, afinal não são doutrinados então palavras o vento leva, rs Com esse material o cinegrafista monta um dos documentários mais deprimentes que vi, um grupo seleto que vive como milionários importando de tudo e um povo miserável, desesperançado e iludidos por esse ditador facínora. Muito triste! Não sei se gostaria de ler esse livro. Bjs
Adelaide Araçai disse…
o mais triste Ale acredito seja os que governam e reprimem, não terem seus corações amolecidos com tanta tristeza. Por isso acho preocupante quando vejo as pessoas no Brasil, grata por um prefeito ter "tirado" os moradores de rua do centro, sempre questiono, você sabe para onde eles foram? o que estão vestindo e como estão vivendo? infelizmente nossa sociedade está sofrendo como um todo, rumo a esse tipo de segregacionismo lamentável
Abraços
Jamile Salim disse…
Pelo que vemos, há outras córeias nascendo ... Interessa a quem intervir? Só nos resta lamentar.

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