2.07.2017

Novidades Eletronicas...de 2004! - Grande Almanaque Mauj

2004.
Não fazia muito tempo que eu estava no Japão, não.

Enquanto um velho amor fazia compras em uma loja de eletrônicos, a Joshin
(em Minakuchi, cidade de Koka, província de Shiga)
resolvi testar a câmera de um novo celular.

Tirei algumas fotos...e treze anos se passaram! 
Poxa vida, gente!

Aparelhos de fax!
Moderníssimos, mandavam até e-mail!
E você acredita que, em pleno 2017, 
no Japão ainda se usa muito o fax?
Que coisa...nem tudo aqui é tão moderno, assim, viu?

Ah, procure uma bandeira muito amada nesta foto! 
Vamos ver se você encontra!

A novidade eram as primeiras câmeras reflex digitais
(daquelas que trocam as lentes)
 voltadas para o público amador. 
Modelo Canon Rebel/Kiss.
Eu queria uma, mas custava metade do meu salário.


Uma tv da Disney 
para sua filha breguinha
assistir beisebol.

Filmadoras sem fita! 
Na época era algo incrível!
Ainda nem existia o Youtube, que só surgiria no ano seguinte, 2005.
Muito menos o Xtube, 
aquele site que você compartilha os seus pornozinhos caseiros.


Mais um milagre do mundo sem fitas!
O computador que gravava os programas da TV e transformava em DVD.
Chega de VHS, aquelas fitinhas safadas que mofavam e amassavam
(mas usei tanto e adorava).


Hi-MD.
Um sistema walkman que a Sony inventou e não pegou.
Guardava 1 GB de música em um disquete fininho e colorido.
Custava 54 mil ienes (uns 1500 Fora Temer), caro.
Quase comprei, mas ainda bem que não.

Os tradicionais MD, 
que tocavam lindos disquinhos coloridos (tive tantos...).
Um formato que só pegou no Japão, 
substituindo a fita cassete.


Concorrente do iPod.
Era bonitão!
Tapeless, músicas em um HD de 20 Gb.
Neste dia eu ganhei este aparelhinho destes
de presente do então amor 
e fiquei tão feliz!
O aparelho durou mais 
que meu amor por ele.

Curvex eletrônico.
Para periguetes hi-tech.


2004 foi o ano de lançamento da tv digital no Japão.
Em 2009 acabou a era da tv de bundona, 
fim da tv analógica por aqui.
Era um trambolho, né? 

E você ainda enfeitava com crochê 
e vasinho de flor de plástico, pano, 
fazia capinha pro controle remoto de filme plástico colorido.
Pelamor, viu. Vocês eram cafonas.

Pensei, pensei.
E comprei um parecido com esse aí, na época. 
Vaio, maravilhoso.
Foi bom enquanto durou, sabe?
O amor? Nem tanto.

O tempo passou, o amor acabou, tudo isso lixo já virou
e a tecnologia tanto mudou, né?

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