5.31.2016

Marie Curie, Fascinante - Livro - Grande Almanaque Mauj


Marie Skodowska Curie (1867-1934), polonesa.
Ganhadora de dois prêmios Nobel. 


Uma das maiores cientistas dos tempos modernos, sua inteligência a fez passar por cima do mundo dos homens e seu machismo.
Tempos em que ser mulher era defeito.

Ela tinha seus defeitos, poucos.


Amou e foi amada, sofreu por amor como qualquer mulher.
Tida como feia, mas soube ser bonita.
Viúva.
Amante.


Mãe e muito mãe.


Varou dias e noites em um galpão, que servia de laboratório improvisado. 
Descobriu o rádio e o polônio.

Abriu mão do direito financeiro de todas as suas descobertas, apenas queria que seus estudos servissem para ajudar as pessoas - sua riqueza era outra, vinha d'alma.

Morta pelo motivo de sua existência, a radiação. 
Leucemia. 



Curie e a Radioatividade em 90 minutos
Série "Cientistas em 90 minutos"
Autoria de Paul Strathern
89 páginas. 
Editora Zahar.


Livrinho de leitura rápida, que faz um plano geral de uma das personalidades mais fascinantes do mundo científico.
Leia e fique sabendo um pouco mais sobre a vida desta mulher incrível.

(post reeditado do antigo Lost in Japan).


5.30.2016

Torikawa - Pururuca de Pele de Frango (Com Receita) - Comida Japonesa de Boteco - Grande Almanaque Mauj

A querida leitora Miriam Takigawa me pediu receitas de comida japonesa de boteco (Izakaya).
Adorava frequentá-los quando morou aqui no Japão, um de seus pratos favoritos era o Torikawa.

Então vamos lá, comida ogra japa com receita!


Obentô (marmita japonesa) de arroz e torikawa 
do Niku no Bikkuri Ichi 
(o mercado de carnes, que os brasileiros chamam de "Cachorrão", 
na cidade de Handa, Aichi).



Pururuca de Pele de Frango (Torikawa, 鶏皮)

Ingredientes
  • 500g de pele de frango 
  • 1 cálice de vinho branco 
  • 2 dentes de alho espremidos 
  • sal e pimenta a gosto 
  • sumo de 1 limão 

Preparo 

Limpe a pele do frango, retirando o excesso de gordura.
Corte em pedaços pequenos.

Junte todos os ingredientes e deixe marinar por alguns minutos.

Frite em óleo quente até dourar e sirva.
A pele deve ficar bem crocante.

Sirva este torresminho de galinha com fatias de limão, molho de pimenta e também uma boa cervejinha.

Para quem pensa que culinária japonesa se resume a coisas saudáveis e levinhas, peixinho, sushi, sashimi e temaki...ih, nem te conto...tem cada comida gorda que ó, vou te falar.

5.27.2016

Guaraná Japonês? Grande Almanaque Mauj

Fim de semana chegando, um guaranazinho vai bem!




Guaraná Água na Boca, da IBFOX Foods.
Legitimamente...japonês!

Pois é, o mais brasileiro dos refrigerantes tem uma versão japonesa.
O extrato de guaraná é importado do Brasil, a produção/envasamento do refrigerante é realizada no Japão.

Gostosinho! Como é adaptado ao paladar japonês, é um pouco menos doce que o brasileiro.

Japoneses não conhecem o guaraná. 
Então é preciso explicar para eles 
de onde vem o extrato que compõe o refrigerante.
Reforça-se o lado energético do guaraná, 
com suas propriedades estimulantes.


Ah sim, fica o alerta de que o guaraná não é bebida alcóolica.


Confesso que não gosto muito do nome do produto...


O açaí pegou por aqui e já é conhecido dos japas.
Vamos ver se o guaraná também entra na moda...
Como energético tem ganhado certa fama, como refrigerante segue desconhecido...

E como se fala "guaraná" em japonês?
Garana (ガラナ, pronuncia-se "garaná").

5.26.2016

Jurie Angel - Desaparecida - Região de Inazawa/Ichinomiya

Atualização 26/05/2016.
A garota foi encontrada pela polícia, na capital japonesa, Tokyo.
O grupo de criminosos que a sequestraram já se encontra preso.

Parabéns à polícia japonesa! Fizeram um excelente trabalho.
A família está mais tranquila agora e agradece todo o apoio.


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Jurie Angel, 11 anos.
Desaparecida desde 24/05/2016, aqui no Japão - área entre Inazawa/Ichinomiya (província de Aichi, região fronteiriça com Gifu).

Vestia saia estampada de flores, camiseta branca de listras cinzas, tênis. Levava consigo uma bolsinha preta.

A garota não fala português, apenas o idioma japonês.



Qualquer informação entrar em contato pelo facebook da família (Mura Kondo - link aqui) ou pelos telefones 080-6969-5798, 080-6969-5687.

Caso preferir, entre em contato com a polícia local, que no momento realiza buscas por todo o território japonês.



5.25.2016

Não É Bem Assim, Tudo Última Tecnologia - Grande Almanaque Mauj

Japão, o país mais moderno do mundo, tudo de última tecnologia.
Certo?

Errado!
Um exemplo pra você:


Fitas cassete de música enka (tradicional japonesa) e karaoke.
Novas, pré-gravadas à venda.


Sim, as velhas fitas magnéticas e analógicas, que usávamos em nossos gravadores.
No Brasil já não existem mais, porém no Japão, em pleno 2016 seguem sendo fabricadas.

Compradas por um público mais velho, que gosta ou está acostumado com o formato e não abre mão de seguir ouvindo sua música analogicamente. Idem jovens entusiastas de um mundo menos binário.
Discos de vinil e fitas cassete tem algo fetichista, meio mágico, né?

Percebe como a visão do Japão é estereotipada?
Não, não é um povo desesperado pela última tecnologia, assim como nós brasileiros não somos todos sambistas de morro, certo?



5.24.2016

Os Donos da Própria Vida? Grande Almanaque Mauj

Estava calor?
Queria pisar no chão? 
O tênis estava apertado?
Eu sei lá. 


Deu vontade de andar descalço na rua, ele simplesmente andou.

Antes dele se preocupar com a minha opinião, ele se preocupou com sua própria vontade.
Ponto pra ele.

Você teria a mesma coragem, de caminhar descalço na rua, sem ligar se alguém vai olhar e criticar?
De pés descalços, sonhos livres e fiel à sua vontade?

Nestas horas a gente reflete sobre o que realmente é mais importante para nós: a nossa opinião/vontade ou o julgamento alheio. O peso do olhar do outro sobre mim e você, em que grau afeta nossa existência, vontade, ação e pensamento.

O quanto bancamos o que diz nossa alma, o quanto negamos nossa essência?
Qual o preço a se pagar para ser considerado "ajustado" à sociedade?
Será que a gente molda o mundo ou o mundo é que nos molda; eu domino minha Vida ou a Vida me domina?

Reflexões simplórias de um fim de tarde quente aqui no Japão...


5.21.2016

O Que Tem em Uma Feirinha de Usados Japonesa? - Grande Almanaque Mauj

Cenas do cotidiano.
Estava rolando uma feirinha de usados no mercado que costumo frequentar.
É um flea-market bem simples, nada de especial, tá?
De bairro, mesmo.

Não era permitido fotografar (sei lá o motivo, afff), 
mas a gente é subversivo e
 eu queria mostrar pra você um pouco das bugigangas japas.
Dei um jeito e cliquei algumas coisas...
Assim você fica sabendo como é um brechó, loja de usados no Japão.


Tinha um monte de coisas bem japonesas como armários, 
caixas e porta-trecos em laca; estátuas do Buda, 
deus Hotei em madeira, marfim, cerâmica, biombos dourados, etc. 
Entre o chique e o cafona, tinha de tudo.

Espadas mega antigas, seculares. 
Dos ninjas e samurais da vida. 
Fico me perguntando quantos já morreram através destas armas de ferro.
Ainda bem que os tempos atuais são de paz.

Tinha um monte de quimonos à venda.
Bordados à mão, este tem fios de ouro 
 e um grou, que simboliza vida longa, feliz e próspera.

Quimonos, de montão. Esses são primaveris. 
Gosto da estampa de flores, acho muito jovial.

Quadro dos Sete Deuses da Felicidade. 
Ai, podem ser da felicidade, 
mas acho tão cafona ver isso pendurado em uma sala...
Que os Deuses não me ouçam...

Artigos religiosos. Esse tamborzinho mini-taiko 
andou espantando maus espíritos durante alguns séculos.
Relíquias de um velho monge, de acordo com o que me disse o vendedor.


Bom fim de semana!

5.20.2016

De Quimono, no Início da Primavera - Grande Almanaque Mauj

Japonesas, em seus belos quimonos de seda, em uma antiga casa de chá.
No centro da cidade de Toyota (província de Aichi).




Uma graça tanto a mãe como o bebê
de quimoninho.


 Cerimônia do chá.
Tão antigo e tradicional quanto o Japão.


 Adorei os detalhes do kimono da japa. 
Flores da estação (sakura, cerejeiras em flor).



E o papo segue, no Museu de Artes de Toyota (Toyotashi Bijutsukan).
Comecinho de primavera. Um dia bem agradável.

5.18.2016

Enguias Assadas do Sukiya - Comida de Verão - Grande Almanaque Mauj

Você, que acompanha este blog há algum tempo, já foi comigo no Sukiya - rede fast-food de comida japonesa (link abaixo).
Verão japonês chegando, muito calor e suadeira. 
Corpo que desidrata, minerais se esvaindo através do suor, aquela moleza e cansaço (natsubate)

A estação pede alimentos ricos em bons sais, para manter o equilíbro do corpo (homeostase). 
Nisso que entra, e muito bem, a enguia - rica em potássio e sódio.

Experimentamos o Unadon, do Sukiya. 
Pedido feito pelo meu amigo Carlos.
Gohan, unagi em kabayaki, tsukemono, missoshiru.
  • Unadon - Donburi (arroz na tigela) com carne de enguia.
  • Gohan - arroz japonês.
  • Unagi - pronuncia-se unágui. Enguias de água doce.
  • Kabayaki - enguias filetadas, sem espinhas, em um molho de shoyu e mel, assadas.
  • Tsukemono - conservas
  • Missoshiru - sopa à base de missô (pasta de soja).
Uma boa enguia é aquela de carne macia, gordinha, cheia de sabor; que derrete ao ser colocada na boca. 
Oriundas do Lago Hamana (na cidade de Hamamatsu, província de Shizuoka) e Isshiki (cidade de Nishio, província de Aichi).

Do Sukiya, certamente usaram as enguias de cativeiro, importadas da China. 
A carne é levemente dura, um pouco sem sabor, não derrete na boca e nem impressiona. 
Há de se levar em conta que o Sukiya é um restaurante popular, então certamente apelam para a carne mais barata, para não encarecer o prato.

Para quem gosta de unagi, uma versão barata e agradável do teishoku (P.F. japonês). 
Não é aquela maravilha. mas dá para o gasto de um pequeno orçamento.
Preço do Toku-una (que vem bastante carne de enguia) - 1190 ienes - 35 reais, em média.

É, certamente, uma comida exótica, para os brasileiros.
Vale a curiosidade, experimente.

Bom apetite neste verão japa cheio de calor!

5.17.2016

Horiuchi Koen - Um Parquinho Infantil do Japão - Grande Almanaque Mauj

Anjo é o nome de uma cidade, na província de Aichi, região central japonesa.
Pequena e interiorana, lar de muitos brasileiros no Japão.
Vamos até lá?

Amigos do Brasil e do mundo tem curiosidade de saber como é o cotidiano no Japão.
A mídia sempre bota seu olhar no que é diferente, superlativo, estranho, bizarro.

Mas... e o pão-com-manteiga de todo dia, o comum, vivido pelos japoneses e brasileiros que residem em solo japonês?


Conheça o Horiuchi Koen, um gostoso parque infantil japa.
Igual a milhares de outros parquinhos que estão espalhados por todo o arquipélago japonês.
Tem flores, brinquedos, animais.
Comum, simples e bacaninha.


Vídeo feito pelo meu amigo Nicolas Moriyama.
Ele te guiará pelo parque. 

Legal que, além do parquinho, dá para se ter uma noção de como é boa parte do Japão: bem pacato, interiorano, nada daquele monte de prédios, gente e neons piscando. Ruas com hortinhas, casas baixinhas, tranquilidade.
E tem também o aspecto cultural (a tradição das "carpas voadoras").
Assista! 

5.16.2016

Minhas Histórias com Cauby Peixoto - Grande Almanaque Mauj


Ouvi muito. Em antigos discos 78 rotações, em LPs, da coleção que tínhamos (ainda temos) em casa, no Brasil.

Sempre que ele aparecia na tv, eu prestava atenção.
Era um misto de pavão com Don Juan, homem e mulher, em cabelos infestados de caracóis em kanekalon, que balançavam. Hiper maquiado, laquezado, provavelmente perfumado. Enfim, artista em tudo e sempre original. Muito à frente de seu tempo.


Achava engraçado quando ele, com todos seus trejeitos, brilhos e requebrados, aparecia nos programas da Hebe, Lolita Rodrigues (Clube dos Artistas, Almoço com as Estrelas), Globo de Ouro e cia... e as senhorinhas-fãs diziam "acho que ele não é gay, não. Isso é coisa de artista, né, eles são todos excêntricos".




Conheci, aqui no Japão, uma mulher que era uma grande fã dele. Japonesa.
Nos idos anos 1950, ainda mocinha, ao ouvir por curiosidade rádios internacionais em ondas curtas, se deparou com uma bela voz grave, sedutora e levemente cavernosa.
Um arrepio lhe tomou o coração, apaixonou-se pela voz do intérprete brasileiro.
Desde então virou fã absoluta do rapaz.
E como legítima fã maluca, foi ao Canecão, etc e tal, para ver seu ídolo de perto.
Viajou do Japão ao Brasil por Cauby algumas vezes. E foi correspondida em seu amor: conheceu o ídolo de perto, que lhe fora muito atencioso e carinhoso.



Elvis Presley brasileiro, diziam os americanos. Gravou discos lá nos Estados Unidos, com o nome artístico de Ron Coby. Simplesmente perfeito.

Minha professora de matemática, dona Nialva (eita velha chata do kct) não se conformava que ele era gay. Foi sua paixão de adolescência, primeiro amor de juventude.

Soube usar do star-system como ninguém!

Também perdeu a mão nas plásticas, acabou virando tamborim.
De coroa bonito, virou caricatura de si mesmo.

Conheci uma Conceição. E mais de uma. Ganharam esse nome por causa da famosa música que ele gravou... Uma até brincava "Por que ele não gravou uma música chamada Janete?".

Poxa, lembrei que na fazenda de meus avós havia um pato, branquinho e marrentamente invocado, chamado Cauby! Casado com a Celly (Campello), a pata! Cheguei a conhecer (e tomar bicadas) do nervoso Caubyzão!




Sem dúvidas um grande artista. Foi (e sempre será) um dos melhores.
Dos tempos de ouro do rádio, da grande música brasileira.
Admiro e sou fã, também. 
Deixou a vida para virar mais uma estrela no céu, eternamente brilhando e muito.

5.14.2016

Beba Essa Manga! Grande Almanaque Mauj

Refrigerantes?...

Melhor não bebê-los!
Mas se não os bebemos
Como sabê-los?

Refrigerante japonês Skal. Sabor manga.
Até que é bom, apesar que é ruim (porque faz mal, refrigerante é coisa que não presta, tá?)...

Manga é bom, né?
Cair de boca na manga (a fruta) até criar um bigode dentro da boca, de tanto fiapo no dente! Adoro!

5.13.2016

Vinho da Hello Kitty Negona - Grande Almanaque Mauj


Vinho espanhol.
491 ienes (uns 15 reais) à venda, aqui no Japão, no Kimble (Kinburu, loja de artigos novos e usados) de Miyoshi, Aichi.
Produto da Casa L'Ángel, um moscatel de Alejandría (Málaga).

Comprei, não. Mas tirei foto pra você.

5.12.2016

Duas Décadas e Meia, Dois - O Povo Que Mude - Grande Almanaque Mauj




Menos de vinte e cinco anos, dois impeachments.
O primeiro "impichado" esta aí, hoje é senador e não foi execrado, como um dia acreditamos (eu, pelo menos, acreditei, nos idos 1992).

Adhemar de Barros, em 1956 (e quando já não era mais governador de São Paulo), foi condenado por corrupção. Fugiu do país, foi para a Bolívia para não ser preso. Seis meses passados, venceu as eleições à prefeitura de São Paulo.

Tantos outros, cuja certeza de que são corruptos supera a "um dia todos vamos morrer", estão por aí, eleitos, reeleitos e fazendo o que querem.

É o paradoxo brasileiro.
Todos contra a corrupção, a falta de vergonha na cara, o nepotismo, a falta de eficiência. Mas em conjunto reelegemos os mesmos canalhas de sempre.

A única certeza que tenho: quem precisa ter vergonha na cara, mudar, ser honesto e fazer alguma coisa decente é o povo. A classe política só muda se o povo mudar. É de baixo para cima.
Senão, é passar década e novo impeachment, seja de quem for...

5.11.2016

Nova Utilidade Para Sua Meia de Dedinhos - Grande Almanaque Mauj

Oi, culega!

Sabe aquele dia que você tá estressadona, cansada... e o marido vem cheio de graça, querendo cavar o buraco da Petrobrás, botar o carrossel pra rodar, desparafusar a rebimboca e dar um aperto na homocinética?

Use uma meia de dedinhos! 
Certeza que o hómi brocha na hora e já desiste do intento maligno.
É mais eficiente que Crocs, pochete e papete!


É feia demais, essa tal meia de dedinhos, né, gente?
O pé fica grotesco, parecendo pé de bicho.
E como se usa dessas meias aqui no Japão!


5.10.2016

Brasil, Como Explicar? Grande Almanaque Mauj

Que o Brasil está em uma grande confusão, já sabemos e faz tempo.
Está tudo uma grande zona! E claro, respinga tudo no noticiário japonês.

Matérias bem negativas nos telejornais japoneses.
Idem rádio, revistas, jornais que nada explicam, pois ninguém entende o samba-de-crioulo-doido-casado-com-a-nega-maluca que o Brasil se tornou.



E... como explicar seu país para os curiosos japoneses?
Desabafo aqui a chuva de perguntas que tenho recebido estes tempos:
  • Mas como ela, a presidenta, é julgada por outros políticos que tem um histórico de corrupção ainda maior que o (provável) dela? No seu país ladrão pode julgar alguém?
  • Mas se ela era ruim, porque votaram nela novamente? Então ela foi uma boa presidente?
  • Mas e quem será o presidente quando começar as Olimpíadas? Até lá, é ele ou ela?
  • Se o partido é tão corrupto, porque está tantos anos no poder?
  • Com tanta rejeição e problemas sociais, econômicos, etc; por que a presidente não renuncia?
  • Por que o vice, que foi eleito com ela, age para derrubá-la?
  • Urna eletrônica, é de confiança?
  • Vai mesmo ter Olimpíadas?
  • Por que fazer Olimpíadas se falta tanta coisa para a população?
  • Por que tanta corrupção no noticiário? Antigamente não tinha? É coisa recente?
  • Por que lá tudo parecer ser tão avacalhado?
  • É seguro ir ao Brasil nas Olimpíadas, com todo esse caos político, econômico, social?
  • Por que um país que tem tudo nada dá certo?
  • Por que as pessoas ficam brigando em redes sociais em vez de se mobilizarem politicamente?
  • Vale mesmo a pena retornar ao Brasil e encarar esse caos?
  • Por que esse processo de impeachment é tao novelesco?
  • Por que a mídia é tão partidária e praticamente sem isenção?
  • Zika? Malaria?
etc, etc, etc.


Tá fácil não, ser brasileiro. Mesmo para a gente que está bem longe da nossa querida terra natal. 
Sim, apesar de tudo, ainda amo a terra que me deu origem. 

Amor masoquista e besta, porque pelamor, viu.
É preciso muito amor, um amor cínico, para aguentar tudo isso.


5.08.2016

Haha no Hi - Dia das Mães no Japão - Grande Almanaque Mauj


Haha no Hi (母の日)
Apesar de soar quase como uma onomatopéia de risada, é assim que se fala "Dia das Mães", em japonês. Haha,母 - mãe. Hi,日 - dia. No,の- do, da. 
Pronuncia-se "rárra no rí".


Data universal, no Japão também é comemorada com muito amor e carinho.

Mães ganham mimos diversos neste dia especial: passeios, presentinhos, um dia de rainha. Eventos são realizados em todo o Japão, celebrando a data. O comércio se mobiliza para vender tudo o que pode. Escolas e creches fazem eventos especiais.

Ou seja, não difere, praticamente, do jeito que comemoramos a data no Brasil. Filhos amam suas mães, do mesmo jeito, no mundo todo, né?



Um diferencial na comemoração é que as mães japonesas ganham cravos, em forma de buquês, arranjos florais ikebana.

Sim, o cravo é a marca da data, já que, na cultura japonesa, simboliza beleza, personalidade, resistência envolta em um manto delicado de pétalas. Uma visão tão diferente da nossa cultura brasileira, já que o cravo tem um "ar masculino" - cravo-homem, mulher-rosa.
Pois é...



Feliz dia das mães! Obrigado, mães do mundo!


(imagens via google/rakuten).

5.03.2016

A Meditação Nyepi - Bali, Indonesia - Grande Almanaque Mauj


Vou te ensinar uma meditação muito bonita que aprendi em Bali, na Indonésia.

No ponto de vista ocidental (aqui não vai nenhuma crítica) condiciona-se Felicidade (em maiúscula, sim) com muita agitação, barulho, euforia.

A gente aprendeu que Alegria é algo que corre pelos ambientes em risadas altas, braços que sacodem, pulos, gritos, festas animadíssimas, gente e mais gente, superlativos.
Beijar, beber, comer e transar muito! Tudo a mil! Euforia sensorial.

Já o Silêncio (maiúscula, novamente)... é tristeza, morte, fome.
Coisa de velório, de gente morta; depressão pelo vazio ou solidão.
Falta de movimento, inércia.

Concordou com o que escrevi acima?
Caso sim, vamos mudar alguns paradigmas.


Proponho, então, um exercício mental - A Meditação Nyepi.

Puxe em sua mente aquele momento que, em silêncio, você se emocionou profundamente - por exemplo a apresentação musical dos filhos na escolinha, a lembrança com saudades de alguém, abraço dos seus avós, uma palavra de amor ou um presente ganho...

Lembre-se também daquela pessoa que te magoou, ofendeu, te fez um grande mal ou te causou grande tristeza.

Lembrou? Sentiu?
Certeza que você acabou de sentir grandes emoções.
Em silêncio.


Nem sempre a Felicidade/Tristeza acompanha movimento e perturbação sensorial exterior.
Sentimentos e emoções estão dentro de você. Em silêncio ou não.
Tudo é de dentro para fora, não ao contrário.

Nyepi, "silêncio" em bahasa, o idioma da Indonésia.
Momento do Silêncio.

Você para, silencia e medita, para que o "barulho" será feito apenas pela mente e sentimento.
Seu próprio ruído, da sua mente e nada mais.

Uma pausa meditativa, que se traduz em auto-avaliação, encontro do Eu.
Reflexão do que passou, caminhos a escolher.

Silenciando, quem fala é sua alma, seu anima.

No Nyepi fazemos com que dores sejam relevadas, ofensas perdoadas, inimizades mitigadas.
O Passado deve morrer e ser enterrado.
Sonhos sejam construídos, amores verdadeiramente sejam sentidos, o Bem realizado.
O Futuro deve nascer, ser projetado e construído.
Tudo na mente, para que depois se manifeste no mundo físico.


Encontra-se seja física ou mentalmente o mal, o inimigo. Estende-se as mãos.
Através do sentimento, do coração, é emitido um pedido de reconciliação e perdão mútuos.
Reconcilia-se com tudo e todos.

Preconceitos são revistos, conceitos idem.
Momento de criar compaixão, entender o próximo sem julgar.
E principalmente, perdoar-se.


Na pausa mental, buscar sentir o que verdadeiramente importa para você, o que realmente lhe traz felicidade. Independente das ilusões do mundo.

Quando dominamos a arte do Nyepi, desse silêncio produtivo, não nos abalamos com o mundo.
Podem nos elogiar como a maior maravilha do mundo; nos xingar de gordo, feio, infeliz, burro, que nada mais importa. Nosso Ego não flutua ao sabor das ondas do mundo, pois o mesmo passa a ter um valor muito menor. Seu mundo e nada mais.

O silêncio interior se faz de escudo, protege, perdoa e cala a voz do agressor, que não encontra ouvidos.
O mal falará sozinho, não mais dentro em você.

O seu ponto de referência à Felicidade deixa de ser o ilusório, a falsa vaidade, o externo. O que está em sua alma é o que realmente importa e te faz feliz.

Muito mais centrado na voz de sua mente, diminui-se a necessidade de brigarmos com o mundo. Redescobrimos a felicidade nas coisas grandes ou pequenas, mas que para nós são verdadeiramente importantes e tanto faz a aprovação alheia.


Após esta meditação silenciosa, balineses oram à divindade Sand Hyang Widhi Wasa, o Deus Completo, para que limpe os erros e maus sentimentos da humanidade (bhuwana agung). E principalmente que cure e purifique o nosso mundo interior (bhuwana alit).

Aprenda a ter seus momentos de Nyepi. Te trará um grande equilíbrio.


Todo ano há um dia especial para celebrar o Nyepi, em Bali.
A ilha para totalmente, em uma enorme meditação coletiva e silenciosa.
Em seguida é realizado um belíssimo festival, simbolizando a purificação pessoal e do mundo.