11.18.2017

Ryu Jinja - O Templo do Dragão de Hashihama - Grande Almanaque Mauj

Ryu Jinja, o Templo do Dragão.
Estamos pertinho do Porto de Hashihama, na província de Ehime.
Vem comigo!

Este é o Torii do templo, 
uma espécie de portal de entrada
que define a entrada em terreno sacro.

Passamos o Torii, vamos subir a escadaria.
É um conjunto de três templos.

No alto encontramos um painel que conta a história do templo.
Construído no ano 13 da Era Bunka (1816).

A divindade culturada é um dragão mitológico japonês.
Crença da religião oficial japonesa, o Xintoísmo. 

A primeira edificação do complexo é dedicada à divindade
Shiotsujino-oji, que protege os trabalhadores da indústria salina.
O sal é um elemento purificador muito importante
para os xintoístas.


Estes são os torii vermelhos, que dão acesso ao segundo templo 
(fechado, é usado para guardar itens considerados sagrados
e só os monges tem acesso).

Templo principal.

Leões mitológicos protegem a entrada,
papéis com orações, mantras e pedidos foram
amarrados na árvore.

Dentro do templo encontramos um mapa antigo
do Porto de Hashihama e região, 
desenhado à mão.
Lanternas de papel chochin
fotos das festividades do templo 
dão o toque da decoração.

É um templo comum, dentre os milhares que existem no Japão.
Espero que tenha gostado do passeio!
Boas vibes pra você!


11.17.2017

Templo Kumano - Kota, Aichi - Grande Almanaque Mauj

Vem comigo ao Templo Kumano.
Estamos na cidade de Kota, distrito de Nukata.
Província de Aichi



Era um dia muito frio de fevereiro, 
pico do inverno no Japão.

O caminho até o templo principal é um tanto longo,
 vamos em frente.



Chegamos ao último torii (portal sagrado).



Templo principal.


Em madeira, foi erguido no ano 10 da Era Bunka (1813).
No Brasil, nascia o Barão de Mauá.
No Japão, falecia a Imperatriz Go-Sakuramachi,
uma das poucas mulheres que comandaram o arquipélago.



Vamos circular pela área.


O Kumano é dedicado à Deusa Inari, 
ser mitológico da religião japonesa (xintoísmo).
Representada como uma bela raposa, 
traz abundância e protege os agricultores.

Um devoto acabara de instalar um novo altar,
por gratidão.



Homenagem aos soldados mortos nas guerras.



Um memorial, em madeira



Pessoas que foram importantes para o templo e a antiga vila de Koda (atual Kota)
tem seus nomes registrados.


Entrada da área do sino principal.


Em bronze.


O telhado precisou ser refeito, afinal de contas o templo tem mais de duzentos anos.
Preservaram e restauraram o enfeite principal da cobertura antiga.


Ao fundo o cemitério do templo.



11.16.2017

Kinembashi Building, o Treme-Treme de Nagoya - Grande Almanaque Mauj

Kinembashi Building Nº1
Edifício de dez andares. 
Região central da cidade de Nagoya.

É um prédio relativamente velho (construído em 1971),
cujas paredes confessam histórias macabras e muitos mistérios.


Com um histórico de parca manutenção, tornou-se um favelão vertical.
Moradia de  trabalhadores do submundo, idosos solitários,
imigrantes chineses, filipinos e vietnamitas.


Estas árvores já testemunharam muitas mortes.
Suicídios, idosos que morrem e ninguém nota, 
brigas de gangues de imigrantes.
Palco de crimes passionais.


São Paulo teve seu Treme-Treme, o demolido Edifício São Vito.
Nagoya ainda tem o seu
e há um projeto de desaparecer com este símbolo de míséria.

No térreo funciona um supermercado medonho.
Muito barato, mas não dá coragem de comprar nada ali.


Peguei uma entrada lateral do prédio e vou descer ao subsolo.
O acesso aos andares superiores não estava aberto para "visitantes",
bloqueado por milhares de garrafas pet.
Vem comigo!

Olha que  beleza esta fiação exposta.
Nunca tinha visto isso em um prédio do Japão.

No subsolo funciona(va) um eclético setor de comes e bebes.
Restaurantes de comida chinesa, indiana, japonesa; 
bares de acompanhantes (sunakku).

 Achei uma chave geral, acendi as luzes do local.
Fiquei com medo de botar fogo no prédio, por causa da fiação podre. 
Já pensou se crio um novo Joelma?

Tudo está vazio.
À esquerda temos o restaurante indiano. 
Do direito, o chinês

 Há quanto tempo estará tudo abandonado?
Vi um ratão passando no chão, 
mas não deu tempo de fotografá-lo.

Livraria e Sebo Aki.
Com um aspecto muito seboso.
Fechada e abandonada há muito tempo.

Livraria-café Mako.
Eita, duas livrarias concorrendo em um espaço tão pequeno!
Pois é, também fechou.

 O cheiro de mofo que saía da livraria era uma coisa.
Fiquei entorpecido.


A janelinha do bar de acompanhantes do 
desativado Cabaré Sakura.

 O "Round-up", puteirinho informal, anuncia que está em operação.
Só se for para desencarnados, pois também está fechado.
Por falta de segurança a prefeitura proibiu qualquer atividade no subsolo.

Do nada soaram gritos muito altos, em chinês.
Resolvi então me pirulitar do prédio.

Pena que não deu para visitar os andares habitados.
Olha o estado da parede!


Um dia volto lá, à noite!
Deve ser tetricamente emocionante.
Balança, mas não cai.
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