9.25.2017

Em Matsuyama - Represa Ishitegawa e o Lago Shirasagi - Grande Almanaque Mauj

Bem-vindos à Represa Ishitegawa.
Estamos na cidade de Matsuyama, 
capital da província de Ehime.
Ilha de Shikoku. 


Encontramos aqui o lago Shirasagiko 
(pronuncia-se "xirasságuicô").
"Lago da Garça Branca", em português.



Água que das montanhas vieram,
se abraçaram, 
e formaram o Rio Ishite. 
 

Trilhas cortam a represa, para que possamos admirar 
a flora e fauna local.


Também dão acesso às margens do Lago Shirasagi.


Dá para passear de barquinho, fazer canoagem, pescar,
nestas límpidas águas.


Ehime é uma província que sofre severos períodos 
de estiagem.

Os medidores da represa nunca estão 
em capacidade máxima.

Mesmo assim a Represa Ishitegawa salva da seca 
a cidade de Matsuyama.
Responde por metade da água consumida localmente.
São mais de dez milhões de metros cúbicos represados. 


A represa tem sua existência registrada 
em um pequeno museu, 


Vamos conferir!


Na entrada há um enorme painel eletrônico.


Que mostra ao visitante
dados do funcionamento da represa.


Luzinhas e gravações de áudio 
nos contam e ensinam geografia, história e cultura locais.


 As escadarias estampam a construção da represa.


No ano 47 da Era Showa (1972)
a represa foi inaugurada.

Seis parques municipais protegem a área do lago Shirasagi.
Todos com importante função ecológica. 


Área de reserva de espécies e mananciais.
Pulula de vida. 


 Espero que tenha gostado do nosso passeio de hoje!

Ah! E seja eco, reduza seu consumo de água.
O planeta também é responsabilidade sua.
Menos (água gasta) é mais (vida)!

9.23.2017

Equinócio de Outono - Significado Espiritual - Grande Almanaque Mauj

O Shuubun no Hi ( 秋分の日, equinócio de outono, em japonês ) marca o perfeito equilíbrio entre o  dia e a noite - a luz e escuridão igualmente divididos em 12 horas.


 Outono em Asuke 
(cidade de Toyota, província de Aichi).

Feriado nacional com um profundo significado espiritual.

É lembrada a nossa missão terrestre: fazer o Higan - de acordo com o ensinamento budista, atravessarmos o rio (vida) que divide o mundo ilusório e material (samsara) em direção ao mundo iluminado e perfeito (nirvana).


Vencer as tentações da matéria, do corpo carnal, das ilusões humanas.
Caminhar em direção à iluminação espiritual, ao amor pleno, a essência verdadeira do espírito.

Assim Buda o fez.
Bonito, né?



Muitos rituais e cerimônias são realizados nos templos japoneses em um período de sete dias (3 dias antes e 3 dias depois do equinócio).
Costuma-se tambem fazer uma visita aos cemitérios e deixar lá um pouco de comida aos que já se foram, como demonstração de carinho.


Feliz Equinócio de Outono pra você!



9.22.2017

Marina Assakawa - Mar de Itsuki-nada - Grande Almanaque Mauj


Último dia de verão aqui no Japão, vem comigo à Marina Asakawa.
Estamos na península de Takanawa, no mar de Itsuki-nada. 


Vila dos pescadores.
O local é abundante em vida marinha, 
principalmente crustáceos e peixes-espada.



O mar de Itsuki-nada faz a ligação entre as ilhas de Shikoku 
(províncias de Ehime, Kagawa, Kochi e Tokushima) e 
Honshu (Hiroshima, região de Chugoku).


Parte integrante do Mar Interior de Seto - que já te mostrei aqui no blog.
Ao lado da marina há uma prainha muito adorada pelas crianças. 
Já te explico o motivo.



Como é uma região que sofre uns terremotos fortes (geralmente um por século),
há um enorme paredão anti-tsunami para proteger os locais.


O muro, que visa evitar uma grande tragédia, 
deixa as águas bem calminhas e praticamente sem ondas.
Vira um piscinão gigante. 
E ainda demilita o avanço das crianças em direção ao fundo do mar, 
pais tranquilos agradecem.



Em 2001 um grave terremoto ocorreu na região. Grau 6,7.
Nominado "Terremoto de Geiyo", 
foi tão forte que chegou a ser sentido 
nas costas leste e sul da Coréia do Sul!


Duas pessoas perderam a vida no Terremoto de Geiyo.
O número de vítimas é bem baixo, comparado com outros países
que passam por tremores de semelhante intensidade.
Ondas de tsunami foram detidas por esta grade de proteção.

 Estamos em cima da construção que "breca" as ondas.


Bem ao fundo
vemos a ponte que liga Okayama e Hiroshima
à Ehime.

Escondido nas montanhas há uma central de monitoramento
 do exército japonês. 
Tirei foto de um dos radares.
Sistemas de mísseis de defesa aérea Patriot PAC-3
foram instalados na região.
Proteção contra um possível ataque norte-coreano.